Gurdjieff e sua Escola

Gurdjieff e sua Escola - Alquimia OperativaNa mesma época de Crowley, viveu e autou um outro mago, cuja vida é totalmente diferente, embora possam ser traçados alguns paralelos entre os dois. Gurdjieff nasceu por volta de 1877 (as informações sobre o fato divergem) no Transcáucaso. Grego de origem, obteve a cidadania russa. O próprio ambiente em que o jovem Gurdjieff cresceu era totalmente diferente do ambiente burguês de classe média da Inglaterra vitoriana, pelo qual Crowley foi tão decisivamente influenciado. O pai de Gurdjieff era um Ashokh, um cantor itinerante que entretinha as pessoas com seus cânticos muito antigos e com a representação dos épicos.

O jovem Gurdjieff sentiu, na própria pele, como em sua pátria e em seu povo se entrelaçavam os seres mágicos, a superstição, a magia e o genuíno conhecimento esotérico, formando um conglomerado estranho. Foi então que Gurdjieff deve ter adquirido a convicção de que no mundo e nas pessoas existem energias ainda não descobertas que, se usadas conscientemente, ampliariam o horizonte da consciência humana de uma forma inimaginável. Uma das canções, sempre repetida por seu pai, narrava a historia do príncipe da Babilônia, Gilgamesch. Quando Gurdjieff descobriu que essa mesma história épica fora encontrada em escavações feitas na Babilônia, cunhada numas lousas de argila de 2000 a.C, isso o fascinou de modo extraordinário. Será que não haveria a possibilidade de existir outros conhecimentos primordiais escondidos ou enterrados em algum lugar, talvez à espera de serem descobertos?

Gurdjieff dedicou-se com todo o fervor a descobrir rastros desse conhecimento secreto. Ele viajou por toda parte, visitou velhos mosteiros e suas bibliotecas, conversou com pessoas simples e percorreu uma grande parte do interior da Eurásia, em busca de uma cidade subterrânea, possivelmente Agarta.

Embora Gurdjieff tenha descrito muitas das coisas que descobriu nessa época em seu livro Encontro com homens notáveis, sabemos essencialmente pouco sobre essa época. Diz-se que ele passou grande parte de sua vida no Tibete e que nesse país recebeu instrução dos mestres. Ele viajou para o Oriente Próximo e, ao que tudo indica, travou conhecimento com a tradição dos sufis, os esoteristas do Islã, tendo sido fortemente influenciado por essa tradição. Foi assim que Gurdjieff passou os primeiros quarenta anos de sua vida viajando e aprendendo.

sufis - Alquimia Operativa

Apesar de seu satanismo e do seu paganismo – ou talvez exatamente por causa deles -, Crowley era um homem profundamente religioso e espiritualista. Não se pode dizer o mesmo de Gurdjieff. Para este, o homem não valia muito mais do que uma máquina, que funcionava através de impulsos, de estímulos nervosos e emoções. Para ele, o homem é mais ou menos desamparado, entregue a essas influências, e isso faz com que passe toda a sua vida de certa forma num estado de sonambulismo, ou como se estivesse hipnotizado. Apenas de vez em quando, ele consegue elevar-se acima desse estado, momentaneamente, despertando, por exemplo, através da sexualidade, através da qual ele consegue captar um pequeno vislumbre do que de fato poderia sentir se fosse capaz de lidar de forma consciente com essas energias. Mas, esses momentos não só são raros, como também sempre muito breves; logo em seguida, o homem torna a recair em sua letargia, que está impregnada pela banalidade do dia-a-dia sob a regência dos costumes.

Segundo Gurdjieff, o esoterista pode ser comparado a um engenheiro que compreendeu a planta da construção da máquina humana e a conhece e que, portanto, está em condições de dominá-la e usá-la, de forma consciente. Segundo esse conceito, o objetivo de cada pessoa é conhecer melhor o próprio esquema de construção e utilizar as aptidões que existem em estado latente, além de usar conscientemente as energias inativas.

Junto com seu colaborador Ourpensky, que também  era o seu “ponta-de-lança”, Gurdjieff fundou em Fontainebleau, em Paris, o “Instituto para o Desenvolvimento Harmônico dos Homens” (outro paralelo com Crowley). O método pedagógico básico de Gurdjieff consistia, antes de tudo, no trabalho. Todo discípulo tinha de estar participando num grupo de trabalho, e quanto mais desacostumado estivesse àquele tipo de trabalho ou quanto mais repulsivo o considerasse, tanto melhor. O principal intuito de Gurdjieff era libertar os discípulos do peso e da rotina de seus hábitos e além disso, paulatinamente, fazê-los usar suas energias de modo mais consciente e eficaz. Segundo Gurdjeff, cada homem é um aparelho destinado à transformação da energia.

Ainda de acordo com ele, o homem dispõe de três centros energéticos: um intelectual, um emocional e um instintivo, trabalhando todos com energias próprias,  a maior parte das vezes isolada, ou até contraditoriamente. Quando, através do treinamento constante, se consegue que os três centros trabalhem harmoniosamente em conjunto, o resultado não consiste apenas na possibilidade de o homem usar mais e melhor seu potencial energético, mas também, ao mesmo tempo, instala-se um estado de consciência com uma capacidade mais elevada de percepção. Esse estado, quando bem-sucedido, provoca uma atividade – e mesmo que seja muito banal e exteriormente pouco notada – realizada com a mais elevada conscientização.

Além desse método, Gurdjieff também usou uma determinada técnica de dança, que muito provavelmente herdou do sufismo. O objetivo dessa técnica era obter o maior controle corporal possível. Como Crowley, Gurdjieff também tinha uma vitalidade quase inesgotável e, de forma nenhuma, ascética; ao contrário, ele se entregava aos prazeres, sobretudo aos da carne, no duplo sentido da palavra. Também nisso se assemelhava a Crowley, visto que sua escolha dos meios muitas vezes era melindrosa, quando não isenta de escrúpulos. Gurdjieff morreu em 1949 e ainda hoje conta com muitos adeptos que trabalham em diferentes centros. A maior influência que exerce atualmente é sobre Bhagwan Shree Rajneesh e seu movimento.

Bhagwan Shree Rajneesh - Alquimia Operativa

Com seu ponto de vista materialista, como um esoterista não espiritual, Gurdjeff ocupa um lugar especial. Ele construiu, de certa forma, uma ponte para um desenvolvimento, que começou em fins do século passado com a psicanálise de Sigmund Freud e atingiu o auge com a atual terapia da Gestalt e suas diversas ramificações. A psicologia humanística moderna se tornou, em vários aspectos, um objetivo fiel transmissor do conhecimento esotérico, e a abertura foi exotérica, embora muitas vezes não se desse conta disso. Entre outras coisas, a psicologia até mesmo se volta contra o esoterismo.

Seguem daqui em diante algumas indicações literárias que mostram a possibilidade de o leitor aprofundar-se na observação histórica do que acabei de expor e, se houvesse necessidade, também observá-la de uma outra perspectiva.

Um livro que adota um ponto de vista diferente do meu, no que se refere ao desenvolvimento histórico do esoterismo, é o de Colin Wilson, Das Okkulte [o ocultismo]. Sua leitura é fluente e oferece uma complementação e um contraste ao que expus, além de uma riqueza de detalhes sobre os mais diversos temas relacionados com o esoterismo.

Também como complemento e alternativa para este livro, recomendo o de Bernard Vaillant, Westliche Einweihnungflehren [Ensinamentos ocidentais sobre iniciação], Druiden [Os druidas], Gral [O Graal], Templer [ Os templários], Katharer [Os cátaros], Rosenkreutzer [Os Rosa-Cruzes], Alchemisten [Os alquimistas], Freimaurer [Os franco-maçons], todos das editora Hugendubel.

A obra padrão em língua alemã sobre a história do esoterismo foi escrita sem dúvidas por Karl R.H. Frick, Die Erleuchteten – Gnostisch-theosophische und alchemistisch-rosenkreuzerische Geheimgesellschaften bis zum Esndedes 18. Jahrhunderts [Os iluminados – Sociedades secretas gnósticas, teosófica, alquimistas e rosa-crucianas até os fins do século XVIII], e Licht und Finsternis – Gnostisch-Theosophische und freimaurerisch-okkulte Geheimgesellschaften bis na die Wende zum 20. Jahrhundert [Luz e Trevas – Sociedades secretas gnósticas, teosóficas e franco-maçônicas até a transição para o século XX]; e o lado um tanto mais sombrio do esoterismo é esclarecido em Das Reich Satans. Luzifer (satan) Teufel und die Mondund Liebesgötinnen in ihren lichten um dunklen Aspekten-eine Darstellung ihrer ursprünglichen Wesenheit in Mythos und Religion [O reino de satã. Lucifer (satã) Diabo e a Deusa da lua e do amore m seus aspectos luminosos e sombrios – Uma apresentação de sua essência original nos mitos e na religião]. Esses livros são menos indicados para uma leitura contínua, mas oferecem um conteúdo informativo inesgotável sobre determinados temas e pessoas. Também se deve levar em conta que Frick, ao escrever a história do esoterismo, estava mais do que tudo interessado no ponto de vista da franco-maçonaria.

Sobre as diversas épocas do tempo, Alfons Rosenberg escreveu observações detalhadas em Durchbruch zur Zukunft [Passagem para o futuro], da editora Turm. Para a leitura desta obra, conhecimentos prévios de Astrologia, são uteis.

Sobre o tema “Pã – filho de Hermes” há bastante material em Pan und die natürliche Angst. Über die Notwendigkeit der Alpträume für die Seele [Pã e o medo natural. Sobre a necessidade dos pesadelos para a alma], de James Hilton. E de Rafael Lopez-Pedraza, Hermes oder Dia Schule dês Schwundelns. Ein neuer Weg in der Psychotherapie [Hermes ou A Escola do Embuste. Um novo Caminho para a Psicoterapia]. Ambos os livros foram publicados pela Editora Raben.

Com as mais recentes especulações e conhecimentos sobre o enigmático continente submerso da Atlântida, Otto Muck escreveu Alles über Atlantis [Tudo sobre a Atlantida], da Editora Droemer-Knaur. Helmut Tributsch trouxe a baila um novo tema na discussão sobre este misterioso continente em seu livro Die Gläserne Türme von Atlantis [As torres vitrificadas da Atlântida] (Livros técnicos Ullstein nº 34334). Para ele, a Atlântida não é o continente submerso, mas sim a cultura megalística da Europa Arcaica, ainda pouco pesquisada. O livro também pode transmitir um segmento de cultura bastante importante para o esoterismo ocidental, exatamente em relação com o tema, embora não esteja de acordo com a hipótese deste autor sobre a origem da Atlântida.

O encontro com o Egito do ponto de vista esotérico é manifestado por Paul Brunton em O Egito Secreto que apareceu na edição de Livros de Bolso da Editora Hayne nº3048. O livro é muito recomendável, embora se possa notar que foi escrito em outra época, onde as circunstâncias políticas eram diferentes.

O livro egípcio dos mortos está na lista de livros  de “Die Bibliothek der Alten Welt” (“A Biblioteca do Mundo Antigo”) sob o título Ägyptiche Unterwelts-Bücher [Livros egípcios do submundo], da Editora Ártemis. Além disso, há à disposição o livro de Walter Beltz, Die Mythen der Ägypter [Os mitos dos egípcios], da Editora Urachhaus.

Uma possibilidade de travar conhecimento mais íntimo com o mundo das ideias de Hermes Trismegisto é oferecido por Die XVII Bücher dês Hermes Trimegistos. Neuausgabe nach der ersten deutschen Fassung von 1706 [Os 17 livros de Hermes Trimegisto. Nova edição segundo a primeira publicação alemã de 1706], da editora Akasha.

Um guia que nos leva através do mundo grego dos deuses é Robert von Ranke-Graves com Die Götter Griescherlands [Os Deuses da Grécia], da editora Rororo, nº 2480. Esta obra assemelha-se à de Gustav Schwabs, Die Sagen dês Klassischen Altertums [As lendas do mundo clássico antigo], embora esta disponha de comentários informativos e de uma referência às fontes. O mesmo vale para o clássico da literatura esotérica deste mesmo autor, Die weisse Göttin [A deusa branca] da Editora Rororo, nº 404, um livro que faz uma revisão do mundo dos deuses, abrangendo muito mais do que o círculo cultural Greco-romano, incluindo também o mundo dos deuses celtas.

Quanto ao esoterismo grego, ao orfismo, a Platão e o Pitágoras, o leitos encontra capítulos bem esclarecedores em Die grossen Eingweihten [Os grandes iniciados] de Eduard Schuré, da Editora O. W. Barth, coligada à Editora Scherz. Este livro também tornou-se um clássico da literatura esotérica e transmite, do ponto de vista teosófico, além dos temas mencionados, algo sobre Rama – o círcyki ariano; Krishna – a Índia e a iniciação brâmane; Hermes – Os mistérios egípcios; Moisés – a missão israelense; Jesus – a missão cristã. O livro é fácil de ler e sua leitura prende o interesse, além de apresentar muitos detalhes; no entanto, devido a sua linguagem poética, nem sempre é fácil distinguir o que é poesia do que é fato real.

Uma apresentação cientificamente fundamentada sobre Pitágoras, sua vida e ensinamentos, juntamente com as fontes onde foram obtidos, encontramos em Die Pythagorer, Religiöse Brüderschaft und Schule der Wissenschaft [Os pitagóricos; irmanadade e escola de sabedoria], de B.L. van der Waerden (Editora Ártemis).

Ainda sobre Pitágoras foi publicado o livro de Franz Carl Endres e Annemarie Schimmel, Das Mysterium der Zahlen [O mistério dos números].

Wasson/Ruck/Hoffmann tentaram decifrar os Mistérios de Elêusis em Der Weg nach Eleusis. Das Geheimnis der Mysterien [O caminho para Elêusis. O segredo dos mistérios]. Os autores tentam responder à questão de saber se a ampliação de consciência obtida nesses Mistérios de Elêusis acontecia com a ajuda de drogas semelhantes a LSD.

Sobre o orfismo temos: Orpheus. Altgriechische Mysterien [Orfeu. Mistérios da Grécia Antiga], publicado e interpretado por J. O. Plassmann (série Amarela da Editora Diederich). Escrevendo de uma forma muito pessoal, objetivando agradar as pessoas da nossa época, Elisabeth Hämmerling apresenta Orpheus’ Wiederkehr. Der Weg dês heilenden Klanges. Alte Mysterien als lebendige Erfahrung [O retorno de Orfeu. O caminho do som curativo. Antigos mistérios como uma experiência vival], onde faz uma análise do orfismo. Este livro foi publicado pela Editora Ansata.

Sobre o círculo de temas que envolvem o cristianismo e o esoterismo temos os livros que se seguem, também compreensíveis para os não-teólogos e, portanto, dignos de ser recomendados: Esoterisches Christentum. Aspekte – Impulse – Konsequezen [O cristianismo esotérico: aspectos, impulsos e consequências], de Gerhard Wehr, publicado pela Editora Klett; Die Gnosis [A Gnose] de Leisegang, da Editora Kröner, que há muito tempo é considerada uma obra padrão. Quem desejar aprofundar-se no pensamento e na visão do mundo dos gnósticos, encontrará uma coleção de fontes, enriquecida com ensaios sobre determinados temas da Gnose, em Dokumente der Gnosis [Documentos sobre a Gnose] de Wolfgang Schultz (Editora Matthes & Seitz). Para compreensão do lado esotérico do cristianismo de 1945 é importante o texto, sempre reimpresso, do Thomas-Evangeliums [Evangelho de Tomás] da editora Brill. Outros evangelhos gnósticos podem ser encontrados em Versuchung durch Erkenntnis [Tentativa através do conhecimento] de Elaine Pagels, pela Editora Insel.

Quem quiser ocupar-se com a questão das eventuais influências exercidas pelo Oriente sobre Jesus, encontra oportunidade para fazê-lo em Jesus lebte in Indien [Jesus viveu na India] de Holger Kersten, publicado na coleção de livros de bolso da Editora Knaur, nº 3712. Para aqueles particularmente interessados, é indicado Das Leben dês Appolonius von Tyanna [A vida de Apolônio de Tiana], traduzido e interpretado nas duas línguas, a grega e a alemã, por Vroni Mumprecht (Editora Artemis).

Os celtas não deixaram testemunhos escritos. Mas um estudo muito bom sobre a arte espiritual celta foi feito por Lancelot Lengyel com base numas moedas encontradas, e apresentado em Das geheime Wissen der Kelten [A sabedoria secreta dos celtas], da Editora Bauer. No estilo de Castañeda, o autor de Wyrd. Der Weg eines angelsächsischen Zauberers [Wyrd. O caminho de um mago anglo-saxão], de Brian Bates, (Livro de bolso da Editora Goldmann, nº 1280) aproxima os leitores do mundo dos celtas Bastante recomendável também é o rico material ilustrativo apresentado em Die Keltische Welt [O mundo celta] de John Sharkey, pela Editora Insel.

A história da ascensão e da queda da Ordem dos Templários é descrita por John Charpentier em Die Templer [Os templários], Livros de bolso da Editora Ullstein, nº 39027. Louis Charpentier trata do tema visto de um lado mais fantasioso da vida dos templários, mais a gosto dos leitores, em Macht um Geheimnis der Templer. Bundeslade, Abendländische Zivilisation, Kathedralen [Poder e segredos dos templários. Lojas, civilização ocidental e catedrais], editado pela Companhia Editorial Pawlak. Sobre o tema dos cátaros expressou-se Eugen Roll em Die Katharer [Os cátaros]. Como uma espécie de clássico sobre a temática da história dos cátaros em ligação com o mito do Graal, recomendo Kreuzzug gegen den Gral [Cruzada pela Graal] de Otto Rahn (Editora para Pesquisa e Cultura da Totalidade). No que se refere aos ensinamentos esotpericos dos templários, hoje dificilmente conhecemos algo com exatidão. No entanto, Arthur Schult apresenta em seu livro, Dantes Divina Commedia als Zeugnis der Tempelritter-Esoterik [A Divina Comédia de Dante como testemunho do esoterismo dos templários], da Editora Turm, a tese de que os ensinamentos dos templários estariam contidos na obra de Dante. A obra de Dante nunca foi posta em dúvida pela Inquisição. Se isto é verdade, fica em aberto. No entanto, o livro é especialmente indicado para se conhecer certos aspectos esotéricos do Cristianimo.

No âmbito da cultura em língua alemã, a literatura sobre o Mito do Graal tornou-se uma especialidade de autores cuja orientação estava voltada para a Antroposofia. Isso não é nenhum demérito, mas é bom que se saiba disso, ao ler os seguintes livros: Zum Raum Ward hier die Zeit. Die Gralsgeschichte [Esta foi a época em que o tempo virou espaço. A história do Graal] de Rudolf Meyer, pela Editora Urachhaus; Der Gral in Europa. Wurzeln und Wirkungen [O Graal na Europa. Raízes e efeitos], do mesmo autor, pela mesma editora. A Editora Freies Geistesleben já divulgou, em vários volumes, belas edições de textos sobre as fontes do Graal de Chrestien de Troyes e de Robert de Boron. Die Geschichte von König Artus und den Rittern seiner Tafelrunde [A história do Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda], de Sir Thomas Malory também é um texto-fonte para o Rei Artur (Editora Insel), mas também a pessoa adulta prefira ler primeiro a maravilhosa poesia feita sobre o tema para os jovens, por Rosemary Sutcliff, Merlin und Artus [Merlin e Artur] e Galahad [Galahad], pela Editora OGHAM. Também o épico de Wolfram  von Eschenbach, Parzival (Persivafal) pode ser lido melhor numa edição traduzida em prosa, talvez a edição mais detalhada de Wilhelm Stapel (Editora Langen Müller), ou a mais concentrada de August Lechner, Parzival. Auf der suche nach der Gralsburg [Parsifal. Em busca do castelo do Graal]. Uma tentativa digna de ser mencionada para decifrar os secretos segredos do Mito do Graal é oferecido por Trevor Ravenscroft em Der Kelch dês Schicksals. Die Suche nach dem Gral [A taça do destino. A busca do Graal], da Editora Sphinx. Um riquíssimo acervo de imagens e documentos para a busca dos Graal é oferecido por John Matthew em seu livro Der Gral (O Graal), editado pela Editora Insel.

Sobre Paracelso, remendo em primeiro lugar uma monografia de Ernst Kaiser, Paracelsus [Paracelso], em seguida, Paracelsus – richtig gesehen [Paracelso à luz da verdade] de G.W. Surya, pela Editora Rohm, e ainda, Paracelsus im Märchenland. Wanderer zwischen den Welten [Paracelso no reino das fadas. Um viajante entre mundos], de Sergius Golowin, publicado pela Editora Sphinx. Da Perspectiva teosófica existe o livro Paracelsus [Paracelso] de Franz Hartmann, da Editora Schatzkammer.

Sobre o tema dos Rosa-Cruzes: Die Bruderschaft der Rosenkreuzer, Esoterische Texte [A irmandade rosa-cruciana, textos esotéricos], de Gerhard Wehr (série Amarela da Editora Dierich), contém os três textos básicos dos rosa-cruzes; recomendo também o livro de Frances A. Yates, Aufklärung im Zeichen dês Rosen-Kreuzes [Explicação sobre os sinais dos rosa-cruzes], Editora Klett-Cotta. Do ponto de vista de um teosofista, Im Vorhof dês Tempels der weisheit, enthaltend die Geschichte der wahren und falschen Rosenkreuzer [Acontecimentos no Templo da sabedoria, contendo a história dos verdadeiros e dos falsos rosa-cruzes], de Franz Hartmann. Pessoalmente, gostei muito do livro que decifra caminhos laterais da história ocidental do esoterismo, atraentes e desconhecidos, Hexen, Hippies, Rosenkreuzer, 500 jahre magische Morgenlandfahrt [Bruxas, hippies e rosa-cruzes. 500 anos de viagens mágicas ao oriente], de Sergius Golowin.

Sobre o século XVIII e suas personalidades esotéricas, Stefan Zweig escreveu um ensaio sobre Mesmer contido em Die Heilung durch den Geist [A cura através do espírito] da Editora Fischer. Sobre Cagliostro, de Raymond Silva, há o livro Die Geheimnisse dês Cagliostro [Os segredos de Cagliostro] publicado pela Editora Ariston, e quem desejar algo mais colorido, pode optar pelo romance biográfico de Alexandre Dumas, Joseph Balsamo, gennant Graf Cagliostro. Aus den Memoiren eines Arztes [Jos~e Bálsamo, chamado conde de Cagliostro. Das memórias de um médico], publicado pela Editora Keiser. A vida misteriosa do conde de Saint-Germain foi registrada da melhor maneira possível, em forma de um romance biográfico, por Irene Tetzlaff: Der Graf von Saint-Germain. Licht in der Finsternis [O Conde de Saint-Germain. Luz nas Trevas]. A publicação é da Editora Mellinger.

Sobre a Ordem da “Aurora Dourada” quase não há literatura em língua alemã. Como a “Aurora Dourada” representou um papel significativo na história do esoterismo e como ainda exerce sua influência, vou abandonar e minha rotina e mencionar alguns livros escritos em línguas inglesa sobre o tema. Em primeiro lugar, sem sombra de dúvida, está a publicação do material geral, organizado pela ordem, no livro de Israel Regardie, The Golden Dawn. Na Account of the Teachings, Rites and Ceremonies of the Order of the Golden Dawn [A Aurora Dourada. Um relatório sobre os ensinamentos, ritos e cerimônias da Ordem da Aurora Dourada], publicado por Llewellyn Publications. Está sendo preparada uma tradução em línguas alemã pela Editora Hermann Bauer.

Sobre a história da Ordem existe uma pesquisa bastante famosa, muito criteriosa, mas primorosamente apresentada, de Ellic Howe, The magicians for the Golden Dawn. A documental History of a Magical Order 1887-1923 [Os magos da Aurora Dourada. Um documento histórico sobre uma ordem mágica, 1887-1923] pela Editora Routledge & Kegan Paul, Londres. Como a ênfase deste livro recai sobre os acontecimentos exteriores da Ordem, aconselho também, como complemento, a leitura de What You should Know about the Golden Dawn [O que você deveria saber sobre a Aurora Dourada] de Israel Regardie (Falcon-Press, Fênix, Arizona). Um prazer muito especial nos dá a leitura de Sword of Wisdom. MacGregor Mathers and “The Golden Drawn” [ A espada da sabedoria. MacGregor Mathers e a “Aurora Dourada”] de Ithell Colqnuhoun, pela Editora Neville Spearman, Londres. Este livro é uma amostra interessantíssima de “quem é quem” no cenário esotérico da Inglaterra na primeira metade deste século.

Para quem quiser estudar melhor a vida de Crowley é imprescindível ler a biografia padrão de John Symonds, Aleister Crowley. Das Tier 666. Leben und Magick [Aleister Crowley. A besta 666. Vida e Magia], da Editora Sphinx.

Quem desejar conhecer os ensinamentos de Gurdjieff, deve dar preferência a Auf der Suche nach den Wunderbaren. Perspektiven der Welterfahrung und der Selbsterkenntnis [Em busca do maravilhoso. Perspectivas da experiência  mundana e do auto-conhecimento], de P.D. Ouspensky (Editora O.W. Barth, coligada à Editora Scherz). Trata-se de uma narrativa do trabalho de Ouspensky durante os oito anos em que foi aluno de Gurdjieff. Quem quiser ler o próprio Gurdjieff, encontrará em Encontros com homens notáveis, de G.I. Gurdjieff um bom início. Uma pequena sugestão: este livro foi transformado em filme pelo diretor inglês Brooks e vale a pena assisti-lo.

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1 comentário


  1. Muito interessante esse apanhado histórico. Relembrou-me bem meus estudos rosacruz, de Gurdjieff e outros pensadores. Em breve estarei me afiliando.
    Paz profunda para todos

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