Alquimia

O Alquimista e Sua Fantástica Relação com o Reino Vegetal

O Alquimista e Sua Fantástica Relação com o Reino Vegetal

O primeiro passo do Alquimista está no reino vegetal. Este reino deve ser plenamente dominado antes de passar ao seguinte. Infelizmente, muitos se precipitam nas vias metálicas sem estarem devidamente fundamentados nas operações da “alquimia vegetal” ou “espagiria verde”. No laboratório vegetal entra-se em relação com um novo mundo, repleto de energias muito diversas. É a primeira porta que conduz aos conhecimentos ocultos da natureza. Suas experiências com os vegetais lhe permitirão familiarizar-se com operações importantes das quais terá necessidade para a continuação de seus trabalhos, Continue lendo

7 Livros Imperdíveis “de” e “sobre” Paracelso que Você Deve Estudar

7 Livros Imperdíveis “de” e “sobre” Paracelso que Você Deve Estudar

Se você já acompanha o nosso blog ou é um(a) estudioso(a) da espagiria, certamente já leu sobre Paracelso. Como eu disse neste artigo, é impossível estudar Alquimia e Espagiria sem tomar conhecimento de sua obra. E, neste artigo, preparamos uma lista com 7 livros “de” e “sobre” Paracelso. Se você é aluno(a) do nosso curso prático, considere a leitura destes livros como um “dever de casa”. Mas, antes de apresentar os livros, cabe um importante esclarecimento: POR QUE “DE” E “SOBRE” PARACELSO? Dos 7 livros Continue lendo

O Libellus de Alchimia ou Opúsculo sobre Alquimia, de Albertus

O Libellus de Alchimia ou Opúsculo sobre Alquimia, de Albertus

Neste artigo, iremos examinar as exigências físicas da prática da alquimia, conforme descritas por Alberto Magno em seu Libellus de Alchimia. 1. SILÊNCIO “Quem trabalha nessa Arte deve ser silencioso e reservado.” Isso é necessário para proteger a Arte de erros que podem se insinuar na prática, daí resultando que “o segredo se perderá e o trabalho será imperfeito”. 2. LOCAL O operador “deve ter um local especial, escondido das vistas alheias à Arte”, onde possa realizar seu trabalho, com zelo e tranquilidade. 3. TEMPO “Observe Continue lendo

Explicação da Tábua de Esmeralda por Joannes Grasseus (Hortulanus)

Explicação da Tábua de Esmeralda por Joannes Grasseus (Hortulanus)

Meditar sobre o significado da Tábua de Esmeralda constitui um passo obrigatório para todo estudante diligente da Alquimia e do Hermetismo. Em qualquer arte ou ciência, devemos iniciar pelos fundamentos para, em seguida, progredir para tópicos avançados. Um dos grandes obstáculos do estudo alquímico reside no fato de que até os fundamentos são demasiadamente complexos. Fato que requer disciplina e vontade firme. Portanto, caso você deseje levar a sério o estudo alquímico (operativo e/ou espiritual), deverá consagrar, pelo menos, uma hora diária para estudo e Continue lendo

Os Conselhos de Basílio Valentim para os Praticantes da Alquimia

Os Conselhos de Basílio Valentim para os Praticantes da Alquimia

Nesta minha contemplação, encontrei cinco coisas muito nobres, às quais todo buscador da verdade e amante da arte (da alquimia) deve indagar. Como primeira, a invocação do nome divino; Como segunda, a contemplação da essência; Como terceira, uma verdadeira e incorrupta preparação; Como quarta, o bom uso; Como quinta, a utilidade. Tais cinco coisas todo químico e verdadeiro alquimista deve saber considerar. (do Carro triunfal do antimônio) Para o estudo e a prática da alquimia, precisamos ser modestos, pacientes, sinceros e decididos. As mais altas Continue lendo

Considerações preliminares de Eugene Canseliet sobre a Alquimia

Considerações preliminares de Eugene Canseliet sobre a Alquimia

Explicar a alquimia é, sobretudo, propor ao neófito elementos (tomando o termo em sentido figurado) de apreço alentado e seguro. Certamente, os comentaristas modernos se multiplicam. Que benefício substancial é possível alcançar a partir deles, uma vez que não manipulam ferramentas e materiais? Consequentemente, eles se mostram incapazes de elucidar a passagem sábia ou a cena iconográfica que utilizam sem convencer, e na maioria das vezes sem razão. Em alquimia, nenhum autor faz um trabalho mais prejudicial do que aquele que disserta sobre operações que Continue lendo

Espagiria: Os três princípios filosóficos

Espagiria: Os três princípios filosóficos

O trabalho na espagiria vegetal consiste em separar e purificar os princípios constituintes das plantas para, mais tarde, voltar a reuni-los (Solve e Coagula), dando lugar ao que se denomina um magistério. Cabe perguntar o que são estes chamados princípios constituintes dos vegetais. Segundo a Teoria dos Três Princípios, de Paracelso, todos os corpos orgânicos ou inorgânicos são o resultado da combinação, em proporções diversas, de três substâncias ou princípios básicos que ele denominou Enxofre, Mercúrio e Sal. Estes três princípios não coincidem com o Continue lendo

Paracelso, o Espagirista

Paracelso, o Espagirista

É impossível estudar alquimia e espagiria sem conhecer Paracelso e sua obra. E é bem provável que você já tenha lido a respeito. Neste artigo, além de expor um resumo biográfico, apresentamos alguns textos interessantes, pouco conhecidos, a respeito deste mestre espagirista. Ficaremos em débito com as fontes da pesquisa. Pois, o artigo é fruto de leituras antigas. Na medida que encontrava-mos algo notável, imediatamente era registrado em diário, sem a pretensão de algum dia partilhar neste formato. RESUMO BIOGRÁFICO aracelso, cujo verdadeiro nome era Continue lendo

O Silêncio do Alquimista

O Silêncio do Alquimista

Ama o silêncio. Pois, ele pode ensinar coisas que a língua não pode expressar. Quando este Aprendiz dera os primeiros passos na senda da Iniciação, ficava atordoado com o excesso de questionamentos dos meus Irmãos, também neófitos. A cada novo evento, a lengalenga se repetia: “A ritualística podia ser mais curta, eles deviam planejar melhor as reuniões, os Oficiais deviam fazer de outro jeito, muito caro isso, eles deviam deixar a gente participar mais”. Murmurações como estas eram observadas em todas as Sociedades em que Continue lendo

A Alquimia e a Origem da Natureza: Do Vapor à Água

A Alquimia e a Origem da Natureza: Do Vapor à Água

Este artigo é dedicado àqueles que se debruçam sobre a prática laboratorial da alquimia; aos que conseguem enxergar a sacralidade da matéria, ao invés de limitarem-se em elucubrações místicas e analíticas. Seguindo as instruções de Johann E. V. Naxágoras, a água deve ser a primeira matéria a ser trabalhada pelo alquimista. A primeira a ser estudada e compreendida. Pois é coletada, preparada e utilizada em quase todas as operações. Conforme se pode ler no Evangelho de João, Deus tirou a Natureza do nada pela virtude de Seu Verbo, que Continue lendo