Orfismo

Orfismo

Orfeu é uma figura lendária, de herói, semideus, filho de uma Musa (Calíope, em algumas versões) e do Rei da Trácia, Eagros (de Apolo em outras versões). Tido como poeta e músico insigne, tocador da lira de nove cordas (Nove Musas), cuja melodia paralisava homens e animais: os animais ferozes deitavam-se a seus pés como cordeiros; as árvores vergavam para melhor escutá-lo; os homens mais coléricos sentiam-se possuídos de ternura e bondade. Grande educador da humanidade, dos Trácios em particular. Iniciador dos cultos de Dionísio Continue lendo

A Escola de Elêusis

A Escola de Elêusis

Esta Escola de Mistérios é referida como a mais antiga no mundo grego, e deve o seu nome à localidade onde se iniciou – Elêusis (hoje Lefsina). Embora os papiros de Derveni, achados em 1962, venham levantar a hipótese dos Mistérios Órficos lhe serem anteriores. Eventualmente, o mais provável foi terem coexistido temporalmente, cada uma atraindo os seus seguidores. Baseia-se no Mito de Deméter e Perséfone (Ceres e Prosérpina no mundo Romano). Eis uma versão: “No princípio dos tempos, havia na terra uma temperatura constante Continue lendo

Iconografia Alquímica: Torne-se um expert com 10 livros e 1 método

Iconografia Alquímica: Torne-se um expert com 10 livros e 1 método

Antes de começar propriamente este post sobre Iconografia Alquímica: Torne-se um expert com 10 livros e 1 método, cabe esclarecer que não se trata de uma fórmula simples e fácil. Trata-se de um trabalho árduo, que exige muita, mas muita dedicação! Se você obtiver um entendimento profundo das obras indicadas abaixo e seguir o método, em alguns anos será capaz de penetrar nas camadas mais sutis dos símbolos e extrair o seu significado oculto. Além disso, terá a capacidade de conceber os seus próprios símbolos. Continue lendo

A Irmandade de Ísis

A Irmandade de Ísis

Recomendamos que leia, previamente, o post sobre as Escolas de Mistérios. O culto de Ísis foi um dos mais importantes da Antiguidade, não só no Egito mas até em Roma, moldado pelo sincretismo helênico, sofrendo as influências do Zoroastrismo. Ísis era vista por muitos como a deusa das deusas, como podemos ler no testemunho de Lúcio Apoleio (125-170 d.C.), um iniciado nos seus mistérios, a passagem do seu livro “Metamorfoses ou O asno de ouro”. Livro 11, Cap 47, em que relata um sonho em Continue lendo

Escolas de Mistérios

Escolas de Mistérios

Mistério deriva do grego e significa “iniciar”, “sagrar”, “instruir”, “fechar a boca ou os olhos”, “guardar silêncio”. Ou, como propõe Clemente de Alexandria, Stromata, Lº V, Cap. II, podemos olhar o mistério como “mytheria” (mitos). Com a designação de Mistérios Antigos, referimo-nos aos cultos que consideram útil ou necessário manter reserva sobre os seus ensinamentos, que transmite aos seus membros através de rituais e de simbolismo. Estes passam por ritos de iniciação e prometem guardar o segredo. Não significa que uma parte desses conhecimentos não Continue lendo

O Colégio Invisível

O Colégio Invisível

Os membros do Colégio Invisível não constituem uma ordem nem um tipo de círculo ou conciliábulo no sentido corrente, mas sua “colegialidade” existe em um plano mais elevado. Não se conhecem nem atuam de comum acordo, mas uma comunidade espiritual os une. É um fato evidente que, nas esferas mais elevadas da mística, as experiências dos que provêm de diferentes religiões e grupos étnicos tendem a confluir, por exemplo, em uma auto identificação com a Divindade e em uma inexpressável certeza que transcende as imagens Continue lendo

Matéria Prima e Alquimia

Matéria Prima e Alquimia

Alguns Filósofos e Mestres em Alquimia supuseram que houvesse uma Matéria existindo antes dos elementos (na Filosófia Hermética, os elementos significam certas condições em que os corpos são encontrados: são equivalentes a Sólido, Líquido, Gasoso, etc) como eles não a entendiam, falaram dela de maneira muito obscura. Aristóteles, que parece ter acreditado que o Mundo era eterno, fala de uma Matéria-Prima universal, mas sem se atrever a se enredar nas obscuras volutas das ideias que ele fazia sobre ela, exprimiu-se de maneira muito ambígua. Viu-a Continue lendo

O Trabalho dos Alquimistas Cristãos

O Trabalho dos Alquimistas Cristãos

O que choca lendo vários textos de alquimistas cristãos, é bem uma piedade, uma devoção exprimindo-se com uma sinceridade sem par. Os adeptos cristãos não deixam, isto é significativo, de fazer um paralelo operativo entre a Pedra Filosofal e Cristo. Eis a belíssima invocação que se encontra na Alegoria da Santa Trindade e da Pedra Filosofal de Basile Valentin: Os adeptos não deixaram de dar uma dimensão alquímica à famosa fórmula evangélica: Eu farei minha Igreja sobre esta pedra; não perderam a ocasião de fazer Continue lendo

Gurdjieff e sua Escola

Gurdjieff e sua Escola

Na mesma época de Crowley, viveu e atuou um outro mago, cuja vida é totalmente diferente, embora possam ser traçados alguns paralelos entre os dois. Gurdjieff nasceu por volta de 1877 (as informações sobre o fato divergem) no Transcáucaso. Grego de origem, obteve a cidadania russa. O próprio ambiente em que o jovem Gurdjieff cresceu era totalmente diferente do ambiente burguês de classe média da Inglaterra vitoriana, pelo qual Crowley foi tão decisivamente influenciado. O pai de Gurdjieff era um Ashokh, um cantor itinerante que Continue lendo

Introdução aos Princípios Gerais da Física de Acordo com a Filosofia Hermética

Introdução aos Princípios Gerais da Física de Acordo com a Filosofia Hermética

Não é dado a todos penetrar no santo dos santos dos segredos da Natureza, muito poucos conhecem a estrada que leva até ele. Alguns, impacientes, erram tomando caminhos que parecem encurtar a viagem; outros descobrem, que quase cada passo, encruzilhadas que os deixam perplexos, levando para a esquerda e para o Tártaro, ao invés de para a direita, para os Campos Elísios, porque não tiveram, como Enéias, uma sibila como guia. Outros pensam não estar em erro ao seguir os caminhos mais batidos e mais Continue lendo

Ideal e Prática da Sinarquia

Ideal e Prática da Sinarquia

A obra essencial de Saint-Yves d’Alveydre está contida em seus cinco livros das Missões, publicados entre 1882 e 1887. Não tecerei aqui qualquer comentário a respeito dos outros livros escritos anteriormente. Todos os livros das Missões são consagrados à pesquisa histórica dos princípios sobre os quais devem apoiar-se as instituições dos Estados para que eles possam subsistir, continuando a fazer progredir a civilização em uma atmosfera de paz e de justiça. Saint-Yves considera, pois, os ensinamentos da História como resultados sintéticos de experiências efetuadas no Continue lendo

Os Cátaros

Os Cátaros

Dando sequência à nossa série de posts dedicados à História do Esoterismo, vamos falar um pouco sobre os Cátaros. Quase ao mesmo tempo em que a Ordem dos Templários era destruída, travava-se no sul da França uma outra batalha destrutiva contra uma comunidade religiosa, na qual também vinham à tona resquícios de uma espiritualidade gnóstica. Os membros dessa comunidade eram conhecidos pelo nome de cátaros (do grego: Katharos, “puro”), e se destacavam por um estilo rígido de pensamento e de vida. A visão dos cátaros Continue lendo

Os Templários

Os Templários

Depois que terminou o duradouro e grave conflito entre a Igreja e a Gnose, resolvendo-se a favor da Igreja, e depois que a Gnose foi banida, isso não teve mais importância durante a metade restante do século para a história ocidental. As lutas históricas voltaram-se para temas bem diferentes. A Igreja, que com o bispo de Roma tomou conta do legado civil e político do Império Romano, precisou se impor sobre os detentores da força política da Europa, contra os imperadores e reis. Também nesse Continue lendo