Os Celtas

Os Celtas

Os grandes conflitos no círculo do decadente Império Romano terminaram com a vitória do cristianismo. Quando o bispo de Roma se apoderou das insígnias do imperador romano, ele também proclamou que a Igreja tinha a pretensão de ser a herdeira e guardiã de tudo o que o Império Romano personificava, tanto no âmbito mundial como no político e espiritual. Pelos quase mil anos seguintes, a Igreja nunca mais abriu mão desse controle espiritual. Depois que Tomás de Aquino (1226 – 1274) organizou a estrutura ideológica Continue lendo

O Neoplatonismo, Apolônio de Tiana

O Neoplatonismo, Apolônio de Tiana

Por mais importante e significativo que seja o confronto entra a Igreja e a Gnose dentro do cristianismo que, cada vez mais acentuadamente, tratava de participar do poder nos estados romanos, não podemos perder de vista o fato de que o antigo paganismo continuava vivo. Apesar de cada vez mais perder sua importância cultural e seu significado, ele defendia seus conceitos numa escola denominada neoplatonismo. Como o próprio nome diz, o neoplatonismo adotou as idéias de Platão e, correspondentemente, as particularidades da época romana tardia, Continue lendo

A Igreja e a Gnose

A Igreja e a Gnose

Inexoravelmente, o eixo oscilante da Terra se movimenta regressivamente, através da eclíptica, de signo para signo. A Era de Áries ia chegando ao fim, e a humanidade daquela época se preparou para ajustar sua vida aos aspectos do novo espírito e raciocínio cósmico. Assim, a Era de Peixes foi sendo lentamente preparada, e é conhecida como a era que foi impregnada pelo cristianismo e pelas suas mensagens. A palavra “Cristianismo” é derivada de Cristo (do grego: “o ungido”). Ele é o Messias, no sentido judaico, Continue lendo

Do Monte Sinai até o Templo de Jerusalém

Do Monte Sinai até o Templo de Jerusalém

O legado dos mistérios egípcios não foi confiado apenas ao mundo helênico, mas também – de uma outra maneira, e com outro intuito – ao enigmático povo Judeu. Como o Cristianismo proveio da religião Judaica, que nos dois últimos séculos impregna a cultura espiritual do hemisfério norte, esse povo, ao lado dos gregos, foi a segunda coluna-mestre do espírito ocidental e do seu esoterismo. Nada impede que de um ponto se irradiem dois caminhos, e que estes, depois de certo tempo, tornem a se unir! Continue lendo

O Helenismo

O Helenismo

O antigo império egípcio sobreviveu de uma forma estável durante vários milhares de anos. Do ponto de vista da história ocidental, o fato é algo quase inacreditável, pois muitas modificações e ampliações de fronteiras ocorreram. O motivo final disso se deve ao fato de a liderança política do Egito estar interessada em governar o país visando, antes de tudo, manter e assegurar o conhecimento esotérico. Porém, como nada neste mundo é eterno, chegou o momento inevitável em que esse país misterioso teve de entregar seu Continue lendo

24 Livros de Alquimia que você não pode deixar de ler

24 Livros de Alquimia que você não pode deixar de ler

Há muito tempo me interesso por Alquimia, mas não sei exatamente por qual livro começar… Esta é uma dúvida que muitos têm quando o assunto é Alquimia. Devido à complexidade do estudo, da escassez editorial dos grandes clássicos, e da mera curiosidade, muitos acabam tomando como básico o que deveria ser reservado para o momento em que os fundamentos estivessem firmes. Portanto, esta lista é uma sugestão, um guia, para aqueles que estão iniciando os seus estudos e para os que desejam seguir um programa Continue lendo

Os quatro elementos: características e combinações

Os quatro elementos: características e combinações

Existem quatro elementos e bases originais de todas as coisas corpóreas — fogo, terra, água, ar — dos quais todos os corpos inferiores    são compostos; não por meio de um acúmulo de todos eles, mas pela transmutação e união. E quando são destruídos,    decompõem-se    nos elementos; pois nenhum dos elementos sensíveis é puro, mas todos são mais ou menos mistos e passíveis de se transformar uns nos outros. A terra, por exemplo, fica mole, dissolve-se e vira água, para depois endurecer e espessar, tornando-se terra Continue lendo

Alquimia – Um breve ensaio

Alquimia – Um breve ensaio

A propósito do “oleiro demiurgo” e do alquimista, “a função soteriológica dos mitos nasce sempre de uma prática”. Mircea Eliade, na sua obra capital sobre a Alquimia – “Ferreiros e Alquimistas” – fundamenta exaustivamente esta tese, trazendo-nos uma visão clara – na senda de René Alleau, nos “Aspects de L’Alchimie Traditionelle” – daquilo que é a experiência alquímica: a sacralidade da matéria e das suas transformações, bem como a experiência que delas tem o operador. A natureza profunda da Arte de Hermes é a vibração, Continue lendo

Turba Philosophorum

Turba Philosophorum

Pode-se ler num dos livros de Jabir que muitos dos antigos filósofos, incluindo Hermes, Pitágoras, Sócrates, Aristóteles e Demócrito, se reuniram em assembléia para discutir assuntos de alquimia. Esta é, possivelmente, a primeira referência a um célebre trabalho alquímico denominado Turba Philosophorum, ou Convenção de Filósofos, cuja origem intrigou os sábios durante muitos séculos. A Turba aparece primeiro em manuscritos latinos do século XIII, tendo sido a primeira edição impressa publicada em Basel em 1572. Apresenta o aspecto de um debate entre grande número de Continue lendo

Simbolismo do Coração

Simbolismo do Coração

O sangue vermelho e quente do homem e dos animais superiores evoca fatalmente no espírito a ideia do coração que o propaga, mediante impulsos intermitentes, por todo o corpo. A ideia de vida está ligada à ideia de sangue, e não menos à ideia de coração. O coração é o próprio indicador da vida, pois é pelos seus batimentos que se constata a existência dela. A vida não implica necessariamente na presença de um coração. Os vegetais não têm coração. Nem os animais muito inferiores. Continue lendo