A Alquimia e o Século XVIII

A Alquimia e o Século XVIII

Atualmente, o século XVIII é citado na história como a idade do esclarecimento e da razão. O que nos foi deixado pela Renascença como herança intelectual floresceu na Idade Média com o surgimento de uma nova consciência e deu frutos no século XVIII. A posição de poderio espiritual da Igreja, que por tanto tempo impregnou a vida na Europa, fora interrompida e abriu-se caminho para novos pensamentos e conhecimentos que se basearam totalmente na razão e na observação da natureza. Quando uma época cultiva a Continue lendo

Orfismo

Orfismo

Orfeu é uma figura lendária, de herói, semideus, filho de uma Musa (Calíope, em algumas versões) e do Rei da Trácia, Eagros (de Apolo em outras versões). Tido como poeta e músico insigne, tocador da lira de nove cordas (Nove Musas), cuja melodia paralisava homens e animais: os animais ferozes deitavam-se a seus pés como cordeiros; as árvores vergavam para melhor escutá-lo; os homens mais coléricos sentiam-se possuídos de ternura e bondade. Grande educador da humanidade, dos Trácios em particular. Iniciador dos cultos de Dionísio Continue lendo

A Escola de Elêusis

A Escola de Elêusis

Esta Escola de Mistérios é referida como a mais antiga no mundo grego, e deve o seu nome à localidade onde se iniciou – Elêusis (hoje Lefsina). Embora os papiros de Derveni, achados em 1962, venham levantar a hipótese dos Mistérios Órficos lhe serem anteriores. Eventualmente, o mais provável foi terem coexistido temporalmente, cada uma atraindo os seus seguidores. Baseia-se no Mito de Deméter e Perséfone (Ceres e Prosérpina no mundo Romano). Eis uma versão: “No princípio dos tempos, havia na terra uma temperatura constante Continue lendo

Iconografia Alquímica: Torne-se um expert com 10 livros e 1 método

Iconografia Alquímica: Torne-se um expert com 10 livros e 1 método

Antes de começar propriamente este post sobre Iconografia Alquímica: Torne-se um expert com 10 livros e 1 método, cabe esclarecer que não se trata de uma fórmula simples e fácil. Trata-se de um trabalho árduo, que exige muita, mas muita dedicação! Se você obtiver um entendimento profundo das obras indicadas abaixo e seguir o método, em alguns anos será capaz de penetrar nas camadas mais sutis dos símbolos e extrair o seu significado oculto. Além disso, terá a capacidade de conceber os seus próprios símbolos. Continue lendo

A Irmandade de Ísis

A Irmandade de Ísis

Recomendamos que leia, previamente, o post sobre as Escolas de Mistérios. O culto de Ísis foi um dos mais importantes da Antiguidade, não só no Egito mas até em Roma, moldado pelo sincretismo helênico, sofrendo as influências do Zoroastrismo. Ísis era vista por muitos como a deusa das deusas, como podemos ler no testemunho de Lúcio Apoleio (125-170 d.C.), um iniciado nos seus mistérios, a passagem do seu livro “Metamorfoses ou O asno de ouro”. Livro 11, Cap 47, em que relata um sonho em Continue lendo

Escolas de Mistérios

Escolas de Mistérios

Mistério deriva do grego e significa “iniciar”, “sagrar”, “instruir”, “fechar a boca ou os olhos”, “guardar silêncio”. Ou, como propõe Clemente de Alexandria, Stromata, Lº V, Cap. II, podemos olhar o mistério como “mytheria” (mitos). Com a designação de Mistérios Antigos, referimo-nos aos cultos que consideram útil ou necessário manter reserva sobre os seus ensinamentos, que transmite aos seus membros através de rituais e de simbolismo. Estes passam por ritos de iniciação e prometem guardar o segredo. Não significa que uma parte desses conhecimentos não Continue lendo

O Colégio Invisível

O Colégio Invisível

Os membros do Colégio Invisível não constituem uma ordem nem um tipo de círculo ou conciliábulo no sentido corrente, mas sua “colegialidade” existe em um plano mais elevado. Não se conhecem nem atuam de comum acordo, mas uma comunidade espiritual os une. É um fato evidente que, nas esferas mais elevadas da mística, as experiências dos que provêm de diferentes religiões e grupos étnicos tendem a confluir, por exemplo, em uma auto identificação com a Divindade e em uma inexpressável certeza que transcende as imagens Continue lendo

Matéria Prima e Alquimia

Matéria Prima e Alquimia

Alguns Filósofos e Mestres em Alquimia supuseram que houvesse uma Matéria existindo antes dos elementos (na Filosófia Hermética, os elementos significam certas condições em que os corpos são encontrados: são equivalentes a Sólido, Líquido, Gasoso, etc) como eles não a entendiam, falaram dela de maneira muito obscura. Aristóteles, que parece ter acreditado que o Mundo era eterno, fala de uma Matéria-Prima universal, mas sem se atrever a se enredar nas obscuras volutas das ideias que ele fazia sobre ela, exprimiu-se de maneira muito ambígua. Viu-a Continue lendo

O Trabalho dos Alquimistas Cristãos

O Trabalho dos Alquimistas Cristãos

O que choca lendo vários textos de alquimistas cristãos, é bem uma piedade, uma devoção exprimindo-se com uma sinceridade sem par. Os adeptos cristãos não deixam, isto é significativo, de fazer um paralelo operativo entre a Pedra Filosofal e Cristo. Eis a belíssima invocação que se encontra na Alegoria da Santa Trindade e da Pedra Filosofal de Basile Valentin: Os adeptos não deixaram de dar uma dimensão alquímica à famosa fórmula evangélica: Eu farei minha Igreja sobre esta pedra; não perderam a ocasião de fazer Continue lendo

Gurdjieff e sua Escola

Gurdjieff e sua Escola

Na mesma época de Crowley, viveu e atuou um outro mago, cuja vida é totalmente diferente, embora possam ser traçados alguns paralelos entre os dois. Gurdjieff nasceu por volta de 1877 (as informações sobre o fato divergem) no Transcáucaso. Grego de origem, obteve a cidadania russa. O próprio ambiente em que o jovem Gurdjieff cresceu era totalmente diferente do ambiente burguês de classe média da Inglaterra vitoriana, pelo qual Crowley foi tão decisivamente influenciado. O pai de Gurdjieff era um Ashokh, um cantor itinerante que Continue lendo