fbpx

Este site usa cookies e tecnologias afins que nos ajudam a oferecer uma melhor experiência. Ao clicar no botão "Aceitar" ou continuar sua navegação você concorda com o uso de cookies.

Aceitar

Alquimia

Cada Passo do Alquimista é um Ato de Magia

Daniél Fidélis
Escrito por Daniél Fidélis em 12/04/2021
1,5 min de leitura
Cada Passo do Alquimista é um Ato de Magia
Junte-se a mais de 25 mil pessoas

Faça parte do nosso Círculo Interno de Leitores para receber conteúdos exclusivos semanalmente (é grátis):

A Alquimia não faz distinção das nossas atividades diárias.

Cada atitude, não importa o local ou circunstância, contribui para o nosso progresso ou para a nossa ruína.

Para o alquimista não existe trabalho profano e trabalho sagrado. Essa divisão só se encontra em nossa convenção mental e social. O Trabalho é apenas um.

A matéria prima está dentro de nós.

Vejamos o relato, muito interessante, retirado de uma autobiografia chamada “O Menino Negro”, de Camara Laye:

“A um sinal de meu pai, os dois aprendizes acionavam grandes foles de pele de carneiro dispostos no solo, de cada um dos lados da forja e ligados a esta por condutas de argila. Na forja, a chama elevou-se nos ares, convertendo-se em uma coisa viva, em um gênio animado e implacável.

Com as suas compridas tenazes, o meu pai pegou então no cadinho (crisol) e colocou-o sobre a chama.

De imediato, todos os outros trabalhos cessavam na fundição, pois enquanto se funde e esfria o ouro, não se pode trabalhar nem o cobre nem o alumínio nas suas proximidades, para que não caiam no recipiente quaisquer partículas destes metais vulgares.

Apenas o aço pode continuar a ser trabalhado. No entanto, até mesmo os homens que manipulavam o aço, ou se apressavam a concluir a sua tarefa ou, pura e simplesmente, limitavam-se a interrompê-la a fim de se virem juntar ao círculo de aprendizes reunidos em volta da forja…

Às vezes, dado não dispor de espaço suficiente para se mover com total liberdade, o meu pai fazia então recuar os aprendizes, mas fazia-o com um simples gesto da mão, pois, nessas alturas, nunca pronunciava uma só palavra que fosse.

Todos guardavam o mais total silêncio, pois ninguém devia dizer qualquer palavra, tendo até o próprio bardo deixado de fazer ouvir a sua voz. Assim, o silêncio era apenas interrompido pelo ofegar dos foles e pelo suave borbulhar do ouro.

Porém, muito embora o meu pai não articulasse palavra, eu sei que, interiormente, ele continuava a falar, pois podia vê-lo mover os lábios enquanto remexia o ouro ou o carvão com um pau, que tinha de substituir com frequência, pois ardia com extrema facilidade.

Mas o que dizia ele? Não sei, ao certo não o sei, pois nunca me transmitiu uma só palavra que fosse a esse respeito. Porém, que outra coisa poderiam ser senão esconjuros, encantações?

Pois não seriam os gênios do fogo e do ouro, do fogo e do vento, do vento soprado pelas bocas dos foles, do fogo nascido do vento, do casamento entre o ouro e o fogo, quem ele então conjurava?

Sem dúvida que deveria estar a suplicá-los para que lhe prestassem a sua ajuda, a que lhe dessem a sua amizade, a que se unissem em harmonioso enlace… Sim, eram esses gênios quem ele invocava, pois trata-se dos mais importantes, sendo a sua presença absolutamente necessária à fusão.

Só na aparência é que a operação que então se desenrolava perante os meus olhos mais não era que uma simples fundição de ouro. Na verdade, era isto, mas não só, era também um ato de magia que os gênios tanto podiam autorizar como impedir. Por isso é que reinava à volta de meu pai todo aquele silêncio…

Antes de trabalhar o ouro, o artesão deve purificar-se, lavando-se da cabeça aos pés, e, enquanto dura a operação, abster-se de toda e qualquer relação sexual…

Como você pode perceber, trata-se de um texto inspirador, nos faz refletir a respeito de muitos aspectos do caminho iniciático da alquimia.

A verdadeira matéria prima da alquimia é a própria essência do Ser Humano. E sua Obra Interna é requisito para a Obra Externa.

Daniél Fidélis ::

O ouro possui uma realidade exterior e interior. Ambas são importantes e têm a sua função. O alquimista não rejeita nenhuma de suas essências. Mas busca a forma mais sábia de utilizá-las em sua Jornada…

Esperamos que este singelo artigo tenha proporcionado motivos para uma profunda reflexão.

➜ Conheça a nossa Escola, com Formações 100% Online.

Junte-se a mais de 25 mil pessoas

Faça parte do nosso Círculo Interno de Leitores para receber conteúdos exclusivos semanalmente (é grátis):

O que achou do conteúdo?

Conte nos comentários.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

2 Replies to “Cada Passo do Alquimista é um Ato de Magia”

George Heinze

Gostei muito. Principalmente a alquimia que todo ser humano tem que fazer interiormente.

Janine Fortes

Muito interessante! Instigador! Gostaria de ler o conteúdo integral