Pressa e Alquimia – Uma combinação que não dá certo

Todos nós manifestamos, em algum nível, o apressamento em ver as coisas prontas, acabadas. É normal, faz parte dos nossos atributos. O problema começa quando esse sentimento assume proporções demasiadamente elevadas.

Uma das provas iniciáticas, desde as Escolas de Mistério, do Antigo Egito, era: “esperar”. O candidato aos mistérios era colocado em uma câmara escura.

Ele deveria, simplesmente, esperar; Escrutinar a sua consciência e colocar à prova sua paciência. Essa era apenas uma das ordálias. Poucos chegavam à aprovação.

Particularmente no trabalho alquímico, devemos nos acautelar em relação à pressa. Pois tudo acontece de forma lenta e cadenciada. Nossa arte exige um trabalho lento e contínuo.

Gostou do assunto? Então compartilhe com seus amigos:

O que o Hermetismo nos diz sobre isso

Essa era uma preocupação de Mary Atwood, alquimista do século XIX:

“A perfeição de cada ser humano é submeter-se, possuir uma espécie fé fundamental, que está no seu Logos individual, perfeitamente elaborada – isto é, fermentada – a fim de transmutar todo o ser, de forma que todo o corpo, alma e espírito possam ser salvos nela. Poucos se aperfeiçoaram a esse ponto, embora existam gradações desse aperfeiçoamento. O nascimento dessa nova vida impede o término do trabalho por completo: ele não é feito para não ser completado enquanto o tempo não chegar.”

“O perigo de mergulhar no mistério da vida através das buscas alquímicas, é que isso causa a tentação de que quebres os selos do livro da vida artificialmente, a fim de apressar o trabalho.”

Os hermetistas sempre lutaram contra esse apressamento indevido. Norton diz: “A pressa é a parte do Diabo.” Há uma palidez no magneto da auto vontade trabalhando poderosamente, e tenta acelerá-lo. A realização do trabalho antes do tempo adequado, poderá ser maléfica. O iniciado deve controlar a ansiedade, de modo que ela não prejudique a sua obra.

Ripley nos adverte a esse respeito dando o exemplo das papoulas vermelhas – o trabalho apressado faz com que elas se queimem e o artista (outro termo para alquimista) tem que principiar tudo novamente. Entretanto, em cada erro há uma lição para nos guiar no futuro.

Aprendendo a superar

Não há uma fórmula, muito menos um botão mágico, que nos preserve.

Destaco a necessidade de possuirmos essa Fé fundamental (apontada por Mary Atwood) e uma atitude objetiva de controlar nossos impulsos.

É um trabalho que requer tempo, disciplina e vontade, muita vontade.

Algumas dicas que podem ajudar:

  • Faça um auto exame e identifique qual ou quais situações lhe deixam demasiadamente ansioso(a);
  • Controle a respiração;
  • Foque no presente, no que você precisa realizar agora;
  • Aprimore sua disciplina e seu foco.

MAIS INSPIRAÇÃO

Receba mais inspiração para a sua Jornada, GRATUITAMENTE colocando o seu email abaixo!>

9 Comentários


  1. Esta é uma verdade que devemos ter sempre em nosso coração. Como diz o ditado a pressa é inimiga da perfeição.

    Responder

  2. Perfeitamente correto, a precipitação afeta a colheita,
    um fruto verde não se faz um bom doce.

    Responder

  3. Obrigado pelo texto. No momento estou passando pelo aprendizado da autodisciplina, a dominar impulsos e hábitos e não o contrário.

    Responder

  4. bom dia amigo, gostei da orientação quero fazer parte coma faça amatricula .

    Responder

    1. Olá, Antônio. Acesse a nossa página de cursos (link no topo do blog). Fraterno abraço.

      Responder

  5. É fácil engolir as perspectivas alheias sem antes questioná-las, será que o trabalho aquimíco que ansiava Paracelso e Flammel era algo lento e modorrento?

    Acho que um princípio emprestado, e que os filósofos – que inclusive praticavam -, entendiam muito bem é que se deve questionar antes de tudo. É certo que processo um ou alguns sejam mais demorados, mas isso não quer dizer via de regra. Isso é apenas mais do senso comum.

    Algo que devemos nos remeter e pensar é que a Alquimia é nada mais que “uma verdadeira ciência que tem como finalidade compreender a matéria e o cosmo, ou seja, o microcosmo e o macrocosmo, além de tentar reproduzir de forma mais rápida o que a natureza leva milênios para conseguir.”

    E algo que me intriga muito ainda, quando você irá começar a tratar a alquimia com todos os seus sentidos?! Afinal alquimia é também: química, física, metalurgia, religião e outros aspectos. Ou diria em tempos modernos: a mistura de exatas e humanas com alguns bônus.

    Responder

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *