Os quatro elementos: características e combinações

Os quatro elementos: características e combinações

Existem quatro elementos e bases originais de todas as coisas corpóreas — fogo, terra, água, ar — dos quais todos os corpos inferiores    são compostos; não por meio de um acúmulo de todos eles, mas pela transmutação e união. E quando são destruídos,    decompõem-se    nos elementos; pois nenhum dos elementos sensíveis é puro, mas todos são mais ou menos mistos e passíveis de se transformar uns nos outros. A terra, por exemplo, fica mole, dissolve-se e vira água, para depois endurecer e espessar, tornando-se terra Continue lendo

Alquimia – Um breve ensaio

Alquimia – Um breve ensaio

A propósito do “oleiro demiurgo” e do alquimista, “a função soteriológica dos mitos nasce sempre de uma prática”. Mircea Eliade, na sua obra capital sobre a Alquimia – “Ferreiros e Alquimistas” – fundamenta exaustivamente esta tese, trazendo-nos uma visão clara – na senda de René Alleau, nos “Aspects de L’Alchimie Traditionelle” – daquilo que é a experiência alquímica: a sacralidade da matéria e das suas transformações, bem como a experiência que delas tem o operador. A natureza profunda da Arte de Hermes é a vibração, Continue lendo

Turba Philosophorum

Turba Philosophorum

Pode-se ler num dos livros de Jabir que muitos dos antigos filósofos, incluindo Hermes, Pitágoras, Sócrates, Aristóteles e Demócrito, se reuniram em assembléia para discutir assuntos de alquimia. Esta é, possivelmente, a primeira referência a um célebre trabalho alquímico denominado Turba Philosophorum, ou Convenção de Filósofos, cuja origem intrigou os sábios durante muitos séculos. A Turba aparece primeiro em manuscritos latinos do século XIII, tendo sido a primeira edição impressa publicada em Basel em 1572. Apresenta o aspecto de um debate entre grande número de Continue lendo

Simbolismo do Coração

Simbolismo do Coração

O sangue vermelho e quente do homem e dos animais superiores evoca fatalmente no espírito a ideia do coração que o propaga, mediante impulsos intermitentes, por todo o corpo. A ideia de vida está ligada à ideia de sangue, e não menos à ideia de coração. O coração é o próprio indicador da vida, pois é pelos seus batimentos que se constata a existência dela. A vida não implica necessariamente na presença de um coração. Os vegetais não têm coração. Nem os animais muito inferiores. Continue lendo

Ouro, Sol e Leão

Ouro, Sol e Leão

Normalmente, o ouro está associado como emblema do Sol, da Luz e do Logos (o Verbo). Sua cor tão quente, agradável, com aspecto alegre e tônico, entrou evidentemente em consideração na escolha. Mas são as propriedades em si desse metal que o indicaram para exprimir o que há de mais puro no homem. Inalterável, inatacável pelos ácidos, tomado isoladamente, é a imagem da Fé e da iluminação dos eleitos. Do mesmo modo que a luz do Sol, ele pode se apresentar sob quase todas as Continue lendo

O Alquimista

O Alquimista

O Alquimista é uma pessoa que utiliza forças e energias vindas de cima. Não está livre de leis; há leis que começam a se fixar quando ele atinge o máximo da sua realização; passa a ser servidor dessas leis. Entretanto, ao fazer isso, ele adere a um princípio, em vez de se opor a ele. Daí a expressão muito comum de que os homens são canais; canais na expressão de alguma coisa que canaliza algo…  O Alquimista é capturado pela Lei. É uma Lei completamente Continue lendo

Filho da Luz

Filho da Luz

Tudo que o homem faz para despertar o eterno dentro dele, o faz para elevar o valor da existência no mundo. O conhecimento que ele ganha, não faz dele um espectador inerte do Universo. Isto também é ser um alquimista, um filho da luz. E, portanto, à medida que adquirimos esse Conhecimento, estamos nos transformando em alguma coisa que não é inerte. É preciso ter a consciência de que há o homem inerte, como há o mineral, que é inerte, um produto da natureza, e Continue lendo