Incenso: Simbolismo, História, Poder e Uso

Não respiras comigo aromas suaves? Quão forte nos empolgam os sentidos! Secretamente rondam pelos ares… Rendo-me logo aos seus encantamentosWagner - Lohengrin, ato III, cena 2ª

Você conhece a história, o simbolismo e o poder do incenso?

Quando surge o momento de utilizar o que a Mãe Natureza nos forneceu, os praticantes de magia nunca aprendem o suficiente.

No vasto jardim da Mãe Terra sempre há uma erva ou uma flor ou uma combinação de ervas que atrai nosso senso olfativo, estimulando as emoções e a mente do mago.

O doce aroma da queima dos incensos e o sedutor aroma dos óleos ajuda o praticante no trabalho de sua necessidade mágica.

O incenso é encontrado nas cerimônias e rituais cristãos, pagãos, hindus, budistas, Ordens Iniciáticas e outros, pois delicia a todos com seus perfumes e emanações. E parece que o tempo só tem feito aumentar seu encanto.

Neste artigo, responderei a pergunta acima e darei informações valiosas que farão você enxergar o incenso de maneira mais consciente das suas propriedades sutis.

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O simbolismo do incenso


simbolismo do incenso

O simbolismo do incenso está, ao mesmo tempo, na dependência do simbolismo da fumaça e do perfume, como também, das resinas inalteráveis que servem para prepará-lo.

As árvores produtoras dessas resinas têm sido tomadas, por vezes, como símbolos do Cristo. O incenso tem a incumbência, pois, de elevar a prece para o céu e, nesse sentido, é um emblema da função sacerdotal: esta é a razão pela qual um dos Reis Magos oferece incenso ao Menino Jesus.

O uso do incensamento, que é universal, tem em toda parte o mesmo valor simbólico: associa o Ser Humano à divindade, o finito ao infinito, o mortal ao imortal.

Evolar-se em fumaça tem, portanto, na maior parte das vezes, um sentido mais positivo do que negativo. E, nesse sentido, não há muita diferença entre a fumaça da pira funerária, a do copal dos maias, a do incenso cristão e a do tabaco das tribos ameríndias.

E se ignorarmos esse símbolo, que (embora não haja regra sem exceção) parece ser unívoco, não poderemos entender o significado do cachimbo dos peles vermelhas, quer seja de paz ou de guerra.

O cachimbo sela alianças ou tratados pela presença da divindade, convidada por ele a presidir a celebração através da fumaça que é soprada na direção do zênite. E idêntico parece ser o papel da fumaça (de junco ou de caniço), atestado em numerosos ritos da China antiga. Sabemos que a fumaça da pira mortuária carrega a alma do defunto.

Para os alquimistas, aliás, a pira era completamente desnecessária. Eles diziam, com efeito, que no momento da agonia se podia ver a partida da alma sob forma de uma tênue fumaça. As tradições celtas derivam, igualmente, desse mesmo pensamento simbólico.

No ritual hindu, o incenso (dhupa) é relacionado com o elemento Ar, e acredita-se que ele represente a percepção da consciência que (no ar) está presente em toda parte.

E embora a fumaça de incenso seja artificialmente utilizada em certas experiências iogues, nos métodos budísticos de meditação a combustão do cajado serve, sobretudo, para medir o tempo.

Na América Central, o incenso está ligado ao mesmo símbolo que o sangue, a seiva, o esperma e a chuva. A fumaça do incenso, assim como a nuvem, é uma emanação do espírito divino. Daí os ritos do fazedor de chuva, que eleva para o céu nuvens de fumaça (magia imitativa).

No Popol-Vuh, uma heroína civilizadora, divindade ctoniana, extrai da Árvore da Vida a seiva rubra e coagulante do copal, que ela dá aos homens como se fosse seu próprio sangue (mito da origem do copal).

Desde esse dia, os maias-quichés passaram a servir-se do incenso do copal em todas as suas cerimônias religiosas, com a finalidade de afugentar os espíritos malignos.

O Chilam Balam Chumayel diz que o incenso é a resina do céu, e que seu odor é atraído para o meio do céu. O emprego do incenso, portanto, provém de ritos de fecundação ligados ao ciclo lunar. A relação entre o copal e a lua, além do mais, está expressa na raiz comum uh que os designa em língua chorti.

Na mesa sagrada, os hierofantes representam deuses da chuva, alternadamente, por uma maqueta de copal ou por vasos sagrados que contêm água virgem.

Ainda hoje, entre os chortis, os sacerdotes costumam ir, em procissão, sangrar o copal e queimar o incenso à meia noite, no último dia da estação seca, para acelerar a vinda das primeiras chuvas.

História do incenso


Egípcios

Os egípcios eram muito experientes na manufatura e uso de incensos e conduziam a composição dos mesmos com verdadeira arte. Muitas de suas ideias relativas ao incenso eram compartilhadas por outros povos e outras crenças, como veremos abaixo.

Talvez o mais famoso dos incensos egípcios seja o Kyphi (algumas vezes, Khyphi), que é uma composição muito elaborada de ingredientes e cuja manufatura era realizada no templo e constituía em si mesma ritual muito secreto e bastante especial. Dizia-se que seus efeitos eram bastante benéficos e Plutarco os explica da seguinte maneira:

O incenso tem dezesseis ingredientes, número que constitui o quadrado de um quadrado e tais ingredientes são coisas que, à noite, deliciam. Tem o poder de adormecer as pessoas, iluminar os sonhos e relaxar as tensões diárias, trazendo calma e quietude àqueles que o respiram.

Os ingredientes eram misturados num ritual secreto, acompanhado pela entoação de textos sagrados. Tinha o misterioso significado da harmonia e da ordem.

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Olíbano

Um dos ingredientes do Kyphi é o popular olíbano. Como em todas as outras nações do mundo, também no Egito o olíbano era altamente valorizado. Este ingrediente é uma resina obtida de árvores da família Boswelliacea (Boswellia thurifera).

Os egípcios organizavam expedições para coletá-lo, principalmente na Terra de Punta, que se situa no interior da costa somali, na África Oriental. Plínio refere-se ao olíbano como um dos produtos da Arábia, dizendo que os Sabaei sozinhos contemplavam a árvore que produz o olíbano e, entre elas, apenas 3000 famílias, através da sucessão hereditária.

As árvores eram consideradas sagradas e, durante o período de poda ou coleta da resina, os homens deviam abster-se de contatos sexuais ou com a morte.

Heródoto era mais lírico e dizia que serpentes aladas guardavam as árvores e tinham sido liberadas pela queima do estoraque.

Após a coleta, a resina era transportada para Sabota, onde os sacerdotes reclamavam o dízimo de olíbano em nome de seu deus Sabis e, até que fosse pago, ninguém poderia dispor dele.

O olíbano era resina obtida de árvores tidas como sagradas e colhido com cuidados religiosos. Talvez se pensasse que possuía uma virtude intrínseca, semelhante àquela da árvore de Samora. De onde vem a ideia de que constituía o “sangue” de uma planta viva e divina.

Plutarco fornece uma lista de dezesseis ingredientes usados no preparo do mais sagrado dos incensos egípcios:

  • Mel
  • Vinho
  • Passas
  • Junco doce
  • Resina
  • Mirra
  • Olíbano
  • Séseli
  • Cálamo
  • Betume
  • Labaça
  • Thryon
  • As duas espécies de Arcounthelds
  • Caramum
  • Raiz de íris

É preciso admitir, contudo, que há muitas fórmulas de Kyphi. Sir Wallace Budge, por exemplo, possui uma em que o óleo de tchet é um dos ingredientes.

Perfume dos deuses

Dizia-se que os deuses egípcios, de acordo com outras crenças defendidas até hoje, tinham um perfume maravilhoso. Hoje chamamos a isso de “aroma de santidade”. Alguns até mesmo afirmam que muitas pessoas boas, que foram canonizadas, desprendiam este doce perfume ao morrer.

Osíris, assim como Ísis, transferia seu perfume àqueles a quem amava, especialmente aos mortos. Na consagração do cadáver, solicitava-se especialmente que “o perfume da cabeça de Hórus” descesse sobre a cabeça do morto.

No Egito, a queima de várias espécies de incenso constituía papel importante de qualquer ritual, pois cada ingrediente possuía propriedades mágicas e místicas próprias.

Em sua adoração ao Deus Sol, Rá, os egípcios queimavam incenso três vezes ao dia. A primeira queima ocorria ao nascer do Sol, que personificava o deus e era saudado pela queima de resina. A segunda ocorria quando o Sol atingia o zênite e lhe era oferecida a mirra. A terceira e última se dava quando o Sol atingia o ocaso e se lhe ofertava o Kyphi.

Hindu

Os hindus sempre foram apaixonados por aromas agradáveis e, nos tempos antigos, a Índia sempre foi célebre por seus perfumes. A importação de incenso da Arábia foi uma das primeiras, mas muitas espécies nativas de materiais aromáticos já eram usadas: benjoim e outras resinas, sementes, raízes, flores secas e madeiras aromáticas. Esses materiais eram queimados em rituais públicos ou em casa.

Talvez um dos itens mais populares seja o sândalo, usado tanto nos tempos antigos, no  templo e no lar, como atualmente como ingrediente nas varinhas de incenso que são exportadas em enorme quantidade.

A Daynial hindu ou sibila do Templo (Kush) procura obter inspiração temporária, recorrendo a plantas ou árvores sagradas. Coloca um pano sobre sua cabeça e inala a fumaça de um fogo feito sobre ramos de cedro sagrado. É tomada por convulsões, cai ao solo sem sentidos e, neste estado, profere sua profecia.

No hinduísmo moderno, o uso de incenso propagou-se grandemente. No culto de Shiva, é queimado diariamente pelo sacerdote diante da pedra que representa o deus, em Orissa, e os perfumes são colocados também sobre ela. Cânfora e incenso são queimados diante da imagem de Krishna.

Judaico

Repetidas referências ao incenso no Velho Testamento indicam que seu uso é muito antigo entre os judeus. De fato, na Versão Autorizada, usa-se frequentemente a palavra para se referir à queima de oferendas e os antigos hebreus podiam ter encarado o uso do incenso, bastante popular entre os babilônios, como simples pompa de idolatria.

Também foi assim encarado pela antiga igreja cristã, que o associava ao paganismo. Realmente, esse equívoco provém da tradução da palavra k(e)toreth como incenso, quando, estritamente falando, significa a fumaça cheirosa proveniente da queima de oferendas.

A palavra olíbano, l(e)bonah (em árabe, luban) significa “goma resinosa doce”. Tais palavras hebráicas tinham incialmente significados bastantes distintos, embora posteriormente a primeira tenha se tornado sinônimo da segunda. Assim, k(e)toreth também passou a significar incenso.

Algumas referências bíblicas demonstram que o incenso não era exigido nos rituais. Contudo, uma vez admitido, seu uso tornou-se regular no ritual e é com bastante frequência citado no código sacerdotal.

O incenso era oferecido ou sozinho ou como parte de outros sacrifícios. Era queimado em incensórios, como no Dia da Reconciliação, quando o sumo sacerdote surgia diante do propiciatório (Levítico 16.12) ou quando Aarão passava entre a congregação, com seu turíbulo e incenso, para deter a peste, num ato de reparação e fumigação (Números 16.46).

Grego

Parece que o incenso, no sentido de gomas e resinas como as conhecemos, só foi usado pelos gregos após o período homérico. Plínio diz que só se conhecia “o aroma da madeira de cedro e citrus, que subia em grossos rolos de fumaça do sacrifício”.

A madeira de árvores odoríferas, como o cedro e a murta, era queimada nas casas devido ao seu aroma. Como os outros povos, os gregos achavam que um aroma agradável e doce dava prazer aos deuses.

Antes do século VIII a.C., o incenso como tal não era empregado pelos gregos. Talvez tenha sido introduzido através do culto de Afrodite e é certo que, tradicionalmente, tenha sido trazido da Fenícia, através do Chipre, onde era empregado em tal culto. Posteriormente foi importado da Arábia para a Grécia como artigo comercial.

Era oferecido juntamente com frutas, doces, trigo, etc, ou sozinho como oferenda isolada, tanto no culto aos deuses ou em rituais domésticos.

No culto dos deuses era queimado em homenagem a Zeus, Meiluchios, Hermes, Sosipolis e Demétrio, antes de se consultar o Oráculo, em Patras. O incenso também era com muita frequência oferecido como presente, de pessoa a pessoa. Eram empregadas grandes quantidades, como o demonstram os inventários de alguns templos.

Budismo

Como aconteceu com muitas religiões em seu estado inicial, o uso do incenso era desconhecido no antigo budismo. Contudo, com o passar do tempo, o budismo também sucumbiu a ele, especialmente o budismo setentrional, onde seu uso se tornou generalizado.

No Ceilão, perfumes e flores são colocados diante da imagem de Buda, embora ocorra no Tibet seu maior emprego, uma vez que é utilizado nas cerimônias de iniciação de monges.

Faz parte dos rituais diários dos mosteiros. É oferecido para se obter o apoio de bons espíritos e é elemento proeminente de festivais.

Também é utilizado em batizados, exorcismos e muitas outras cerimônias.

Incenso e perfumes constituem uma das sete oferendas sensoriais que formam um dos sete estágios de adoração. Essas sete oferendas são essenciais e já contavam com flores e incenso desde o século VII.

No ramo japonês do budismo, o uso do incenso é geral e influenciou a religião nativa de Shinto.

Na China, o incenso é oferecido nos templos, onde é parte integrante da adoração e rituais diários. É queimado em festas e procissões. É oferecido às deidades domésticas e diante das lápides dos ancestrais.

Seu uso é considerado desejável quando se vai consultar os deuses, o I Ching ou em qualquer cerimônia mágica.

Romano

Na religião romana, uma das partes mais importantes do libamina (oferendas sem sangue) era o tus, que significa tanto incenso como olíbano.

Nenhum ritual poderia ser considerado completo sem ele. Foi veementemente sugerido que o tus consistia inicialmente de madeiras e ervas aromáticas, como descrito por Ovídio em seu relato da Palila, a Festa do Pastor, tais como ramos de oliveira, louro e ervas.

Posteriormente, as gomas e resinas passaram a ser usadas em seu lugar ou acrescentadas a ele: olíbano (masculum tus), mirra, açafrão, etc.

O incenso também era oferecido isoladamente, privada ou publicamente, e era oferecido aos lares familiares, ou deuses domésticos.

Naturalmente tinha também evidência nas cerimônias mágicas.

Podia ser queimado em altares maiores, braseiros ou em pequenos altares portáteis chamados foci turibulum. Era transportado em cesta denominada acerra, usada em cerimônias fúnebres, de onde era retirado para ser queimado.

Cristianismo

O cristianismo demorou muito a adotar o incenso em seus ritos.

Os serviços da antiga igreja eram muito simples e o incenso (salvo como purificador) era evitado como algo judaico ou pagão.

Contudo, alguns estudiosos argumentam que a ligação judaica é que deve tê-lo tornado mais aceitável.

Pererinatio ad Loca Santa, publicado por Gamurrini, em 1887, contém o relato das viagens de uma senhora, conhecida como Silvia de Aquitânia, durante os anos de 385-388.

O relato fornece uma descrição gráfica completa dos serviços aos quais esteve presente a peregrina, durante sua visita a Jerusalém, que incluiu a Semana Santa.

O discurso original do manuscrito é fornecido a seguir:

Dictus ergo his tribus psalmis, et factis orationibus tribus, ecce etiam thimiatasia inferuntur intra spelunca Anastasis ut tota basilica Anastasis repleatur ordoribus.

Traduzindo:

Os turíbulos eram retirados da caverna (Santo Sepulcro), tal que toda igreja, que os gregos chamavam de Anastasis e que chamamos de Igreja do Santo Sepulcro, ficou completamente aromatizada.

Nos anos de 385-388 seu uso cerimonial não era, evidentemente, algo novo, mas já bem estabelecido.

No texto, o uso do incenso era, sem sombra de dúvida, cerimonial.

Não seria estranho supor que, provavelmente, seu uso date de antes da fundação da Igreja por Constantino.

Liber Pontificalis contém, sob o pontificado de Silvestre (314-355), inventários da mobília das igrejas, construídas por Constantino em Roma, e vários deles incluem turíbulos dourados.

Muitas autoridades eclesiásticas alegaram que a razão para a omissão do incenso era que não foi empregado pela Igreja pelo menos até 300 anos após os tempos de Apostolado.

Em vista da evidência dada acima, especialmente para Jerusalém, seria razoável concluir que os turíbulos, nestas igrejas, eram usados cerimonialmente.

Embora o incenso seja utilizado no cerimonial judaico e enquanto uma profecia tal como:

Ao nascer do Sol e até o seu poente, meu nome deve ser elevado entre os gentios e em todos os lugares incenso deve ser oferecido em meu nome (Malaquias 1.11)

Parece apontar para seu uso contínuo nos novos desígnios.

Embora seja uma das oferendas dos Reis Magos (olíbano e mirra) em Belém, e embora o Apocalipse faça referências a seu uso, não há, segundo alguns autores, nenhuma evidência de que tenha sido elemento constituinte dos rituais da antiga Igreja.

Islamismo

Na própria religião islâmica não há alusão ao incenso, mas é comum oferecê-lo nos altares dos santos e seu uso é permitido, por tradição, como perfume para uma pessoa falecida.

Na Índia, provavelmente devido à influência do hinduísmo, os muçulmanos utilizam-no em seus rituais (circuncisão, casamento, funerais), pois supõem que tenha o poder de manter afastados os maus espíritos.

Assim, nas casas é queimado em braseiros e, nas cerimônias nupciais, em mibkharah.

Juntamente com outros cultos, é acessório comum às cerimônias mágicas, para neutralizar o olho do demônio, por exemplo, ou usado na “ciência” de da’wah, um método de encantamento.

As letras do nome da pessoa para a qual é feito o encantamento indicam o perfume necessário.

Os materiais utilizados nos incensos, entre outros, são: olíbano, benjoim, sementes de coentro e aloés (babosa).

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O altar do incenso


A palavra altar é derivada do latim altus, que significa “alto” e, portanto, “exaltado” (este é, afinal, o princípio maior contido no conceito). Geralmente o termo significa lugar ou plataforma elevada, na qual os sacrifícios ou ritos aos deuses eram realizados.

Era neste lugar alto que as oferendas eram feitas e, por isso, supunha-se que ascendiam ao Supremo, consumidas pelo fogo. Isso levou, posteriormente, à suposição de que, quanto mais alto fosse colocado o altar, mais próximo se encontrava do Ser Supremo.

Em muitos casos, o altar localizava-se no topo de montanhas.

Entre os judeus, o altar era o local onde se faziam oferendas e orações e onde Deus inscrevia Seu nome e manifestava Sua Presciência. Era o local onde o piedoso fazia suas orações, tanto pública como particularmente.

Seria difícil para qualquer escritor ou pesquisador estabelecer quando os altares começaram a ser utilizados e o que inspirou seu uso.

Tipos de incenso


Incenso combustível

incenso combustível

Este é o tipo mais comum. Pode ser fabricado em forma de vareta, cone ou em cubo.

O que confere a característica de combustibilidade é uma composição formada por: resinas de árvores aromáticas, carvão vegetal e álcool de cereais. A composição pode variar de acordo com o fabricante.

Incenso não combustível

incenso não combustível

São os incensos feitos com as ervas trituradas ou em grãos.

São queimados sobre uma pastilha de carvão ou brasa comum. Bastante utilizados em igrejas e no Rito Maçônico Adonhiramita (cerimonial da incensação). Muitos praticantes estão passando a utilizá-lo.

Propriedades dos incensos


propriedades dos incensos

Para cada objetivo mágico e para cada necessidade, existe um aroma mais adequado. Abaixo, uma pequena lista com as principais características e indicações dos incensos.

Sândalo

O sândalo é uma das mais valiosas madeiras no mundo. Ele tem um aroma rico e misterioso e é amplamente usado em incensos mágicos e religiosos. O cerne produz a melhor qualidade do sândalo. Ele tem uma cor marrom claro meio avermelhado com um aroma penetrante. É utilizado em fórmulas de proteção, exorcismo, cura e espiritualidade.

Cânfora

Esta branca substância cristalina e intensamente perfumada é destilada de uma árvore nativa da China e do Japão. Ela é adicionada em pequenas quantidades em misturas Lunares e para castidade.

Almíscar

Uma famosa substância de perfumaria, o almíscar era extraído do aroma das glândulas de um cervo, nativo da China e do Oriente distante. Atualmente, está disponível na forma sintética. O almíscar geralmente é usado em fórmulas que envolvam a coragem, atração sexual e purificação.

Benjoim

Para purificação, prosperidade e aumento dos poderes mentais.

Canela

Queime para aguçar os poderes psíquicos, atrair dinheiro, acelerar a cura, conferir proteção e para fortalecer o amor.

Olíbano

Proteção, exorcismo, espiritualidade e consagração.

Mirra

Cura, proteção, exorcismo, paz, consagração e meditação.

Alecrim

Proteção, exorcismo, purificação, cura e para causar o sono; Para restaurar ou manter a juventude, para trazer amor e para aumentar os poderes intelectuais.

Sálvia

Queime para promover a cura e a espiritualidade.

Palo Santo

Para limpeza energética, purificação de ambientes contra energias negativas e baixas vibrações. O Palo Santo é um madeira sagrada encontrada principalmente nas florestas peruanas. Um dos meus preferidos.

Incenso para purificar seu altar ou local de meditação


Composição:

  • 3 partes de Olíbano
  • 2 partes de Mirra
  • 1 parte de Canela

Triture bem a mistura e queime no altar ou local que seja sagrado para você (Oratório, Sanctum, cantinho da meditação, etc). Esta combinação tem a propriedade de purificar a área.

Incenso para purificação de cristais


Composição:

  • 2 partes de Olíbano
  • 2 partes de Copal – onde comprar?
  • 1 parte de Sândalo
  • 1 parte de alecrim
  • 1 pitada de sal bem moído
  • 1 ponta pequena de Cristal de Quartzo purificado (lavado em água corrente e/ou imerso em água com sal grosso)

Para usar, despeje um pouco do incenso sobre o carvão em brasa. Queime, e passe os cristais que serão purificados através da fumaça, visualizando a fumaça flutuar e levando com ela as impurezas da pedra.

Existem várias combinações para as mais diversas finalidades. Mas, como o objetivo do artigo é apresentar uma visão panorâmica do incenso, nos limitaremos a esta fórmula.

Consagração do incenso e do operador


Sempre que for utilizar um incenso, seja para um objetivo mágico, purificar cristais ou, simplesmente, criar uma harmonização no ambiente, proceda da seguinte maneira:

Purifique-se

Tome um banho como forma de purificação exterior. Ou, lave as mãos, imbuindo-se do sentimento de estar se purificando externamente. Para a purificação interior, sente-se, feche os olhos, permaneça em silêncio por alguns instantes. Respire profunda e lentamente pelas narinas. Mentalize uma sensação de calma, de tranquilidade.

Consagre o incenso

Após a sua preparação e já tendo preparado o incenso, segure-o entre as duas mãos (caso seja o incenso moído, segure o recipiente cheio). Eleve-o até, aproximadamente, à altura da sua cabeça. De acordo com a sua crença religiosa ou espiritual, profira, imbuindo-se bem do seu significado, algumas palavras de fé que expressem sua gratidão pela Natureza e seu Criador. Peça que purifique este incenso e que todos que dele se defumarem sejam abençoados.

Espero que este trabalho tenha sido útil para você. E, que, a partir de hoje, você utilize o incenso de maneira mais profunda.

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19 Comentários


  1. Caro Daniel, excelente artigo sobre incenso. Foi o mais completo que já li até agora. Sou muito grata por vc compartilhar seus conhecimentos de uma forma tão clara que conseguimos aprender independente do grau de formação que tenhamos. Tenho aprendido muito.

    Responder

    1. Olá, Maria josé. Fico feliz que tenha gostado. Fraterno abraço!

      Responder

    2. Gratidão Danie! Você nos deu informações muito úteis e nos deu uma perspectiva muito mais ampla sobre o assunto do que outras fontes que tratam do mesmo assunto. Grata pelos ensinamentos!

      Responder

  2. Obrigada amigo por compartilhar este assunto de maneira clara e de total compreensão.
    Agradeço seu desprendimento em trazer a todos nós seus conhecimentos com tanto amor.
    Receba meu abraço de gratidão e meu desejo de imensa felicidade.
    Nice

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  3. Daniel, amei essas o formações sobre o o incenso.
    Sempre sinto mt paz após utiliza-lo.
    Gratidão

    Responder

  4. Olá DANIEL apreciei muito as definições . Ministro um curso onde uma das aulas dançamos com incensos e tive muita identificação com o artigo. Vou indicar para minhas alunas e compartilhar no face assim mais pessoas podem compreender melhor significância e significados. Parabéns ABRAÇOS Regiris Inspiración Sansara

    Responder

    1. Olá, Regiris! Fico feliz que tenha gostado e agradeço a divulgação. Fraterno abraço.

      Responder

  5. Adorei o artigo, já uso os incensos mas não tinha muita noção de que era feito e o efeito específico de cada achei interessante tmbm o ritual de banhar-se antes de acender os incensos e os nomes que não sabia existir e o efeito de cada um. Muito obrigada

    Responder

  6. Alguns incensos me atraiam pelo aroma, mas não em momentos de meditação. Tenho para mim que o melhor incenso é o aroma emanado pela natureza. Temos que sentir o aroma da natureza e sentir o afago de Deus com a brisa que Ele sopra em nossas faces.
    Com a leitura deste artigo “Incenso: Simbolismo, História, Poder e Uso”, farei algumas experiências utilizando incensos. Terei que estudar componentes, fabricação, efeitos, e daí em diante.

    Responder

  7. Daniel, é um excelente artigo! Eu gostaria de publicar em meu blog, com os devidos créditos a você que escreveu. Sublimes abraços

    Responder

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