O que é Alquimia?

Você sabe o que é Alquimia e quais são os seus objetivos? Independente da sua resposta, continue lendo este artigo para entender, definitivamente, o significado da nossa Arte.

Atualmente, é muito comum encontrarmos o termo “alquimia” associado às mais diversas atividades, sejam elas espiritualistas ou não.

Da descrição de perfis em redes sociais à livros e nome de estabelecimentos, o termo vem ganhando espaço.

Mas, basta acessar blogs que se propõem a definir o que é alquimia para constatar que a maior deles situam nossa Arte como algo enterrado no passado, extinto.

O propósito deste artigo é tornar evidente nossa opinião sobre o que é alquimia. Estamos na contra mão do que a maioria das pessoas pensam sobre o assunto. Sabemos disso. O que pedimos, nobre leitor(a), é que leia com o coração e mente abertos.

Respeitamos as diversas opiniões sobre o assunto. E, esperamos a vossa compreensão e respeito à nossa.

Cada Religião, Escola de Pensamento e Ordem Iniciática possuem um sistema que as caracterizam como tal. Com a Alquimia ocorre o mesmo. Por que haveria de ser diferente?

Feitas essas pequenas e esparsas observações, passemos, então, à definição de Alquimia.

Definição de Alquimia


Da forma mais simples e direta:

Alquimia é o processo da Grande Obra, cuja concretização é a Pedra Filosofal seguida do Ouro Potável e do Pó de Projeção.

Ou seja, Alquimia não é um sistema de misticismo mental cujo objetivo é transmutar o “chumbo” das paixões no “ouro” do espírito, como preferem afirmar os leigos da Arte.

Alquimia é um processo. Ou seja, uma sequência de operações realizadas no laboratório. Este processo é chamado de Grande Obra ou Magnum Opus (em Latim).

Para alguém se intitular “Alquimista” é necessário que ele ou ela esteja empreendendo a Grande Obra. Quando o Alquimista concretiza a Grande Obra, ele também é chamado de Adepto.

Grande Obra porque trata-se de um processo longo, cujo resultado constitui-se em um benefício imensurável. O que nos leva aos objetivos da alquimia.

Objetivos da Alquimia


Ao empreender a Grande Obra, o Alquimista busca três objetivos:

Pedra Filosofal – Um corpo cristalino, vermelho quando em massa, amarelo quando pulverizado, muito denso, fixo em qualquer temperatura e incalcinável; Solúvel no vidro em fusão, mas se volatiza quando projetado sobre um metal fundido.

Suas características físico-químicas a afastam da natureza metálica e tornam sua origem nebulosa.

A Pedra Filosofal ou Lapis Philosophorum também é chamada de Medicina Universal.

É utilizada exclusivamente para a cura das doenças humanas, a conservação da saúde e o crescimento dos vegetais.

Ouro Potável – Quando a Pedra Filosofal é diluída em um licor espirituoso, a sua solução recebe o nome de Ouro Potável. Mas, esta solução não contém nenhuma quantidade do ouro metálico. O nome se deve à sua peculiar coloração amarelada.

O valor curativo e a diversidade do seu emprego terapêutico fazem do Ouro Potável uma preciosa medicina.

Não exerce nenhuma ação sobre os metais, exceto sobre o ouro e prata, aos quais ela se fixa e dota das suas propriedades.

Pó de Projeção – Quando se fermenta a Medicina Universal, sólida, com o ouro ou a prata bastante puros, por fusão direta, obtêm-se o Pó de Projeção, terceira forma da Pedra Filosofal.

É uma massa translúcida, vermelha ou branca segundo o metal escolhido, pulverizável, útil somente para a transmutação metálica (segundo Roger Bacon, no exato momento da projeção). Orientada e especificada para o reino mineral.

Como ser um Alquimista?


Vimos, em parágrafos anteriores, que um alquimista é aquele que empreende a Grande Obra. Ou seja, está praticando as operações que o levarão a obter êxito na obtenção da Pedra Filosofal.

Para a consecução da Grande Obra, o alquimista necessita, basicamente, de duas coisas:

Preparação interior – O alquimista deve tornar-se merecedor. Pois, um certo “favor” divino deverá ser concedido para que ele obtenha êxito em seus resultados.

Não é por acaso que os alquimistas são pessoas altamente espiritualizadas. É comum encontrarmos um Oratório dentro do laboratório. Um local de estudo e meditação.

Preparação exterior – O aspirante à Alquimista deve começar pelas práticas operacionais mais simples e fundamentais da Arte. Conseguimos isso através da Espagiria.

A espagiria é a ante câmara da alquimia. A espagiria pode ser ensinada. É transmitida pelo Homem. A Alquimia é dada por Deus.

Através da espagiria ocorre a fundamentação em todas as operações base. Necessárias para que você avance na Arte.

Trabalhamos o reino vegetal, universal, animal e mineral.

Aquele que aprender, diligentemente, as operações da espagíria ou alquimia espagírica, e amadurecendo na preparação interior, estará apto a continuar e adentrar na Grande Obra.

O perfil do Alquimista


Examinando a biografia de diversos Mestres, encontramos muitos pontos em comum.

São bem versados nas mais variadas áreas do Ocultismo e da Simbologia.

Dedicam-se a um estudo consciencioso da Astrologia, dos Oráculos tradicionais e suas relações com o Homem e a Natureza.

Não desprezam qualquer conhecimento que possa, direta ou indiretamente, favorecer o seu laborioso Trabalho.

Estão sempre dispostos, com coração e mente aberta, para novos conhecimentos que edifiquem a alma.

Portanto, eis a resposta, para aqueles que frequentemente indagam sobre o porquê determinado assunto figurar no blog.

Primeira lição: Paciência


É difícil entender a terminologia alquímica. O noviço sem preparação mental e espiritual adequada interpreta normalmente os símbolos espagiristas à sua própria maneira, iniciando assim uma penosa trilha de interpretações errôneas que apenas anos de laboriosa experiência podem remediar.

É certo dizer, e a experiência já o demonstrou, que a maioria dos principiantes na Alquimia se empenham em obter a Pedra Filosofal.

Ainda que esse objetivo possa ser justificado, sem a preparação adequada ele é normalmente abandonado quando após um espaço de tempo relativamente pequeno de experimentação, nenhum resultado se torna manifesto.

Então, a Alquimia é condenada ou, na maioria dos casos, interpretada como um mero processo de misticismo mental e espiritual, como sinalizei no início do artigo. E estudantes outrora sérios, por falta de preparação adequada, desmerecem o valor daquilo que não entendem.

O iniciante deve ser pacientemente instruído sobre como obter as verdadeiras tinturas, extratos e sais alquímicos. O primeiro requisito da prática laboratorial alquímica é a PACIÊNCIA. É impossível operar alquimicamente sem a máxima paciência.

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7 Comentários


  1. Os ensinamentos que tive até hoje foram limitados na escola, vejo que alquimia permite conhecimento e sabedoria muito além do que imagino, esse assunto expande a mente, achei mais do que interessante!!!

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    1. Apenas saber que Lua e Sol brilham sistematicamente o tempo todo e da qual são do mesmo tamanho ja nos liberta um pouco…

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  2. Muito bom o post, Alquimia está definida de uma forma muito bela na qual eu compactuo. Este caminho já me proporcionou e continua proporcionando boas experiências e aprendizado, sinto-me transmutando.

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  3. Estimado Daniel Saudações Sabendo que vc também atuou na área de fundições, gostaria de saber se é possível que, me dê noções básicas através de um curso que pode ser particular ,ou me indicar um curso de fundição, o que ajudaria muito no trabalho de arte que pretendo realizar,sem mais, grato. Fraterno Abraço. Marcio Gomes Garducci.

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  4. A Alquimia, sem o casal (homem é mulher) não é possível. Por outro lado tem-se que ter muito cuidado ao trabalhar nesse “laboratório”. É caminhar sobre o fio de uma navalha. Ou estou errado?

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  5. Há algum tempo estudo a alquimia. Nunca busquei a pedra filosofal, fogofrio, ou busquei me precipitar. Devo ser merecedor, para se quer intentar a este estudo.
    Eu busquei iniciar meus estudos herméticos, sobre khem, deidades, magia e ciências ocultas para ampliar a percepção sensível do mundo. E, claro, ampliar e transmitir o saber.

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  6. Eu tô começando agora o meu estudo sobre alquimia , não sei o que devo fazer para virar um alquimista ou por onde começar me ajudem

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